segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UM NOVO GOLPE PARA OS TRABALHADORES: O TETO DA APOSENTADORIA!





“Nós também mantivemos nossa clara opção: junto aos trabalhadores e aos servidores públicos votamos contra a Reforma da Previdência; preferindo manter a coerência de nossa palavra empenhada, a consequência com a defesa dos interesses dos trabalhadores, o respeito à histórica de lutas (...)”
João Batista Babá





Uma nova cara, uma velha política! 
      
           Um absurdo! A partir de hoje (04/02/2013), no Brasil, os servidores públicos nomeados terão teto na aposentadoria! O que isso significa? Que todo funcionário público, a partir de hoje, terá que pagar mais um imposto caso queira ter um salário igual ao que tinha quando terminar seu tempo de contribuição trabalhista. O Governo PT está muito semelhante com aquele que tanto criticava, o PSDB.
            Os trabalhadores que desejarem receber mais do que o teto imposto pelo governo na aposentadoria terão de integrar-se à Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp), cuja regulamentação foi publicada no Diário Oficial da União. É o início da privatização da Previdência Social!

Quem está por trás disso?
          

         Quem é autor do projeto? A Câmara Legislativa Federal. Quem aprovou? O Senado. Bem, os espaços comandados por Partidos como PT/PMDB/PC do B (Esses não são maioria apenas no parlamento e atualmente compõe a maior parte da direção da União Nacional dos Estudantes, representado pela suas juventudes UJS e Kizomba)  não estão do lado do povo e por isso acreditam que os trabalhadores merecem um baixo limite salarial pelo quanto trabalharam.
            Estes são os mesmos que defenderam Renan Calheiros como presidente do Senado Federal. Renan, o parlamentar dos empresários, é um dos envolvidos no recente escândalo do mensalão que, conseguiu, em 2003, uma “contrarreforma” da Previdência que também retira direitos dos trabalhadores  Coincidência ou não? É importante lembrar que Renan renunciou ao cargo de presidente da Câmara na última vez que o ocupou com receio de ser cassado.
            Essa postura dos parlamentares não reflete as vontades da população . Há pouco mais de seis meses, vivenciávamos uma forte e vitoriosa greve geral do setor educacional federal e mais de 40 categorias em greve pelo descaso em relação às condições de trabalho no Brasil. E esta nova lei foi a forma de resposta escolhida pelo governo federal. 

O Mundo lá fora dá o exemplo!

            Desde o norte da África e a resistência palestina, passando pela Espanha, Grécia, Portugal, México, Canadá os trabalhadores e a juventude enfrentando os altos índices de desemprego, corte de verbas, os planos de ajustes que os governos de todo mundo, sem exceção, tentam aplicar para cumprir as ordens do FMI (Fundo Monetário Internacional). Vivemos na Europa, atualmente, um processo de fortes mobilizações. Há menos de três meses ocorreu o chamado 14 N na Europa, foi uma Greve Geral Européia como forma de dizer que não pagaremos pelos interesses mesquinhos daqueles que “falsamente nos representam”.
            Sejamos a resistência palestina, o grito de liberdade mexicano e a indignação européia que o Brasil precisa. Não devemos aceitar o governo daqueles que defendem o interesse de poucos. Vamos à Luta, por um governo que de fato defenda a juventude e os trabalhadores! 

Arthur Henrique, estudante de Direito da Universidade  Federal de Uberlândia e  militante da Juventude indignada e Psolista , Vamos à Luta!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VAMOS À LUTA, essa é a hora: Gilmar Machado só defende quem te explora!

UBERLÂNDIA

Um novo rosto, uma velha política!    
          O PT, que desde 2003 está presente no Governo Federal e se apresentava como uma alternativa ao FHC (PSDB), porém não foi isso que o Partido dos Trabalhadores trouxe. Caso Cachoeira, Privatização de Aeroportos, Cortes de Verba na Educação e até mesmo Casos de Corrupção (mensalão) tornaram-se emblemáticos graças ao partido que, apesar de dizer governar para os trabalhadores, pouco se diferencia de seu antecessor. O que vivenciamos, apesar do pouco tempo, em Uberlândia é semelhante. Há por parte do Governo Gilmar Machado (PT) um discurso aparentemente preocupado com o povo, porém que carrega a prática aplicada por Odelmo Leão.
            No dia 4 de janeiro foi publicado no Diário Oficial do Município de Uberlândia o DECRETO nº 13.872/2013, que determina o reajuste da tarifa do transporte coletivo da cidade de R$2,60 para R$ 2,85, totalizando um aumento de 9,65 (índice acima da inflação). O prefeito, Gilmar Machado (PT), autorizou tal decreto sem a devida apresentação dos estudos técnicos (custo, cálculos etc.). Não houve, alem disso, um real interesse com o bem estar daqueles que necessitam do transporte coletivo.2,85, totalizando um aumento de 9,65 (índice acima da inflação). O prefeito, Gilmar Machado (PT), autorizou tal decreto sem a devida apresentação dos estudos técnicos (custo, cálculos etc.). Não houve, alem disso, um real interesse com o bem estar daqueles que necessitam do transporte coletivo. 

Nada deve deter a primavera!
              No dia 15/01/2013, Gelsimar Gonzaga (PSOL), prefeito de Itaocara – RJ, apresentou uma nota pública convidando os estudantes para uma assembléia que discutirá o melhor modelo para implementação do PASSE LIVRE na cidade. Como afirma o próprio “Enquanto a juventude em diversas cidades do país precisou fazer passeata para não aumentar a passagem, aqui ela irá se organizar para conquistar a gratuidade”.
              Uberlândia tem um potencial para formar professores, cientistas, engenheiros, médicos e tantos que ajudem ao nosso município e toda a região. Por isso, precisamos garantir que nossos estudantes tenham condições de estudo, essa é uma reivindicação de jovens do Brasil todo. Queremos PASSE LIVRE JÁ!
            Gelsimar mostrará para o país que é possível fazer um governo que de fato atenda às necessidades dos trabalhadores e da juventude. Este governo existe, dentre outros fatores, pela autonomia do governo com relação às grandes empresas. Enquanto Gelsimar possuía financiamento próprio, Gilmar Machado teve toda sua campanha financiada pelas empresas de transporte da cidade (muita coincidência esse ser o mais rápido aumento na tarifa de ônibus, não?).


Construir o fórum de lutas e o ato do dia 18/01
            Em Uberlândia devemos construir um fórum que servirá para organizar os atos e passeatas, elaborar os materiais; e debater o transporte público a partir de algumas bandeiras: passe-livre irrestrito para todos os estudantes (secundaristas e universitários) e desempregados. É preciso que ocupemos às ruas o quanto antes! Nesta sexta-feira (18/01/2013) faremos um ato na pça. Tubal Vilela às 11 horas.
            Nós, os indignad@s de Uberlândia, continuaremos na luta dizendo não ao aumento! Não a uma cidade-mercadoria que só beneficia os ricos e grandes empresários! Gilmar Machado que nos aguarde, a primavera está apenas começando. Vamos à Luta para barrar o aumento!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vamos à Luta contra o aumento!

No dia 4 de janeiro foi publicado no Dário Oficial do Município de Uberlândia o DECRETO que determina o reajuste da tarifa do transporte coletivo da cidade de R$2,60 para R$ 2,85, totalizando um aumento de 9,65 (índice acima da inflação). O prefeito, Gilmar Machado (PT), autorizou tal decreto sem a devida apresentação dos estudos técnicos (custo, cálculos etc.). Não houve, alem disso, um real interesse com o bem estar daqueles que necessitam do transporte coletivo. Mais uma vez as grandes empresas são favorecidas na cidade, a "cara nova" não trouxe na politica a inovação anunciada.



Inverter a lógica de que os beneficiados com o transporte coletivo são os usuários. Este é o cerne. Por quantas vezes você utiliza o transporte público? Por quantas vezes há algum transtorno? Quem mais ganha com isso são as empresas que "ganharam" licitação, as quais possuem lucro de, aproximadamente, 33 milhões por mês com o preço da passagem a R$2,60.
Não queremos que grandes empresários lucrem com o descaso do nosso transporte coletivo e não queremos uma prefeitura que defenda os interesses dos grandes empresários ao invés de ouvir a população.




Por isso, convidamos a tod@s para uma ato no sábado no sábado as 9 horas da manha na praça Tubal Vilela. Venha Lutar com a gente contra mais esse abusivo aumento da passagem e por passe livre para toda população!

Juventude Vamos à Luta

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um convite à ousadia: em defesa de um DCE independente, combativo e democrático!




O ano de 2012 ficará marcado por uma greve histórica na educação, composta por todas as Universidades Federais do país, sendo que em muitas delas a greve atingiu os três segmentos (docentes, discentes e técnicos). Vale destacar o movimento grevista estudantil, que compôs a greve não somente em apoio aos professores, mas como sujeitos ativos desse processo com pautas próprias, construída em assembléias lotadas, com adesão de grande parte dos estudantes. Na UFU não foi diferente, uma vez que tivemos assembleias de curso e assembléias gerais, de deflagração de greve e construção das reivindicações estudantis, sempre lotadas, históricas para nossa universidade.  Mesmo com as dificuldades encontradas nas negociações, dado o caráter “antidemocrático” da nossa reitoria, foi com a mobilização estudantil que conseguimos alguns avanços em nossas pautas.  Essa greve veio nos mostrar a importância da organização dos estudantes em prol de seus interesses, nos mostrou como é importante a existência de uma gestão de DCE ativa, combativa e presente no dia a dia dos estudantes, em todos os campi. Nos trazendo a clareza acerca dos nossos limites e reconhecendo a necessidade de estar em contínuo movimento, buscando sempre avançar no que diz respeito ao cotidiano dos estudantes da UFU como um todo, em cada um de seus campi, em cada curso, em cada peculiaridade. Essa conjuntura reforça assim, a importância da luta em defesa de uma Universidade pública gratuita e de qualidade para todos.

Ainda em 2012 tivemos na UFU eleições para Reitoria. A falta de diálogo entre reitoria e estudantes não foi novidade no período eleitoral. Neste período a universidade se encontrava esvaziada em consequência da greve e, mesmo com os esforços feitos por um considerável grupo de professores e os estudantes, o conselho universitário (CONSUN) achou por bem não acatar a proposta de alteração da data das eleições para depois do fim da greve, mantendo as eleições em detrimento de um processo eleitoral amplo e participativo. Diante desse contexto, nós que somos parte da Gestão do DCE “Aos que virão”, por sermos oposição a atual gestão dos professores Alfredo e Darizon, declaramos voto critico à chapa “Todas as vozes”, da Profª Rosuíta e Profº Mauro, e em conjunto com o comando de greve, participamos  da campanha #foraAlfredo.

Desde esse período o papel do movimento estudantil vem sendo questionado. De um lado, temos visto o crescimento de um sentimento conservador que clama à autoridade, deslegitima a organização coletiva e prega o conformismo. Do outro lado, vimos ressurgir grupos governistas como a UJS e o PT. São os grupos que estiveram à frente do DCE em 2011, e que ficaram marcados por uma gestão ausente, que agia de forma autoritária, desrespeitando os fóruns (CONDAS - Conselho de D.As e C.As) de decisão do movimento, deslegitimando as entidades estudantis, estando ao lado da reitoria e não dos estudantes, abaixaram a cabeça para as decisões autoritárias da reitoria, se retirando do lado da luta dos estudantes. Quanto ao governo, vemos que ele carrega na sua política, a mesma política de sucateamento da educação, e nesse ano não esteve ao lado dos estudantes na greve, não atendendo às suas reivindicações. Coube à nossa gestão 2012 revitalizar os espaços democráticos, realizando CONDAS e Assembleias periodicamente, para promover o debate e votar as decisões e reivindicações. Justamente no momento em que se abriu um amplo debate a respeito do caráter de nossa universidade e os seus passos para a democratização do acesso, como as cotas sociais e raciais, torna-se ainda mais necessário afirmar uma concepção de movimento estudantil independente, democrático e combativo, capaz de responder à demanda dos estudantes de nossa universidade. E é essa a concepção de movimento que defendemos.

Assim, acreditamos que nas eleições para o DCE da UFU que se aproximam, está colocada mais do que a simples disputa pela gestão da entidade. O que está em pauta é a capacidade dos grupos do movimento estudantil se unificarem em torno de programas unitários, que respeitem nossas diferenças, mas que sobretudo signifiquem a construção de sínteses políticas entre nós. Foi por isso que nós, do Coletivo Juntos e do Coletivo Vamos à Luta, batalhamos para a nossa unidade com o setor combativo do movimento Rompendo Amarras acontecesse. E mesmo com a negativa da chapa unificada, estaremos sempre abertos para que essa unidade aconteça ainda durante esse processo eleitoral e nas lutas cotidianas. 

Acreditamos que somente com a unidade de grupos organizados e de estudantes independentes, a partir de um programa político que representa a nossa defesa de projeto de universidade transformadora, poderemos continuar tendo um DCE combativo, criativo e que luta ao lado dos estudantes.  Assim a vitória de um setor mais consequente do movimento estudantil se faz necessária, para conseguirmos combater a política do governismo, e daqueles que vêm defendendo os valores mais atrasados da nossa sociedade, ajudados pela política de um setor direitista da universidade.

Por isso convidamos tod@s os estudantes dispostos a construir um DCE autônomo, democrático e combativo, que não se dobra nem para a reitoria, nem para o Governo, para conhecer a nossa construção de chapa para as eleições do DCE gestão 2013, na quarta-feira dia 28 às 17 horas no Bloco 3D sala 108. E na quinta feira, dia 29, nosso encontro será para construirmos nosso programa político às 17horas no bloco 3D sala 108.


Coletivo Vamos à Luta e Coletivo Juntos!


domingo, 25 de novembro de 2012

Contribuição do VAMOS À LUTA aos militantes da chapa Nada Deve Parecer Impossível de Mudar no DCE/UFMG.

EGITO
CHILE

BRASIL
GRÉCIA


Ato contra o aumento do bandejão UFMG
“É tempo de indignados” 

A eleição do DCE é um momento privilegiado para debatermos. Somos do Coletivo Vamos à Luta e compomos a oposição ao grupo que atualmente comanda o DCE. Estivemos nas principais lutas da universidade, pois somos independentes da reitoria e do governo Dilma. Como militantes do PSOL, construímos a campanha de Maria 50 que apontou uma alternativa real para a juventude de BH. Agora é hora de mudar a direção do DCE, queremos contribuir com o debate sobre o programa, pois NADA DEVE PARECER IMPOSSÍVEL MUDAR.

Fomos parte, em 2012, da maior greve dos últimos 20 anos nas Universidades federais. Estudantes, professores e técnicos foram às ruas lutar em defesa da Universidade pública e contra o corte de verbas de 5 bilhões de Dilma, que destina mais de 47% do PIB para os banqueiros. Ao invés de investir em educação o governo do PT/PMDB/PCdoB realiza expansão sem qualidade que não garante estrutura, assistência estudantil e precariza as condições de estudo e trabalho; falta reajuste salarial aos servidores e privatiza os hospitais universitários através da Ebserh. Enquanto se recusava a receber os grevistas, Dilma anunciava mais um pacote de privatização das estradas, o “kit da felicidade” de Eike Batista. 

Apesar do DCE-Onda, que se recusou a organizar os estudantes da UFMG. Nossa greve conquistou vitórias, como o aumento da verba do PNAES, e por isso a luta tem que continuar! 

No mundo inteiro, a juventude e os trabalhadores combatem os cortes de verbas dos governos, ditaduras, a falsa democracia dos ricos e as privatizações e tem se mobilizado e ido às ruas, como os indignados espanhóis, os estudantes chilenos em defesa da educação pública, as mobilizações no norte da África, os estudantes em greve estudantil no Quebéc, a greve geral na Argentina e a greve geral unificada na Espanha, Grécia e Portugal. Por isso cresce o questionamento as velhas formas de fazer política das direções traidoras, eleitoreiras e reformistas. Um exemplo é a derrota do Partido Comunista nas eleições dos DCE’s das principais universidades do Chile, visto que traíram a luta por educação gratuita. 

Este ano comemoramos 20 anos do Fora Collor, protagonizado pela juventude que pintou a cara e foi às ruas lutar contra a corrupção. Se em 1992 a UNE mobilizava a juventude contra a corrupção, hoje é diferente. A direção majoritária da UNE (PCdoB/PT) tornou-se parte do governo e, em meio ao julgamento do mensalão, ao invés de mobilizar os estudantes para irem às ruas lutar contra a corrupção no país e pelo julgamento e prisão de todos os corruptos, a UNE se cala, porque é defensora dos corruptos, como o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva (ex-presidente da UNE e Ministro pelo PCdoB), afastado do ministério devido às denúncias de corrupção. Uma vergonha para a história do movimento estudantil, que não pode mais contar com a direção majoritária para lutar. Além disso, outro dirigente do PCdoB, o Aldo Rebelo, foi o relator das mudanças do código florestal para beneficiar o agronegócio. 

Por isso durante a greve, os estudantes não aceitaram a direção majoritária da UNE no comando nacional de greve estudantil, porque não confiam numa direção que não luta contra os cortes de verbas, que mudou de lado e hoje recebe milhões de reais do governo em troca de seu silêncio e apatia, se tornando um verdadeiro braço do governo no movimento estudantil. Por outro lado, os estudantes também não aceitaram que outras entidades falassem em nome dos grevistas. Por isso a ANEL também foi impedida de negociar. Quem falou em nome dos estudantes grevistas foram os estudantes grevistas e seu comando de greve. 

 “O que querem os governos e a reitoria?” 

A juventude está cansada da velha política, repudia os escândalos de corrupção e o mensalão do PT e seus aliados. Lula está ao lado de Maluf em São Paulo, mostrando o quanto o PT se tornou mais um partido fisiológico e que seus compromissos são com os ricos e corruptos. É necessário ter compreensão do significado dos 10 anos de governo do PT, que criminaliza os grevistas da educação, não governa para juventude e para os trabalhadores, não trata a educação como prioridade e corta mais de 90 bilhões das áreas sociais nos últimos dois anos para destinar aos banqueiros. 

Infelizmente a reitoria da UFMG segue esse mesmo caminha e atua como principal parceiro do governo, dando sustentação aos ataques e a privatização da universidade como no caso da EBSERH e na sustentação de um modelo falido e privatista de assistência estudanitil – FUMP. 

Em Minas Gerais o governador Anastasia não valoriza e persegue os professores, atacando o direito de greve e de organização sindical, como na época da ditadura. O prefeito Marcio Lacerda, por sua vez, administra Belo Horizonte como uma verdadeira empresa, expulsa famílias de suas casas para atender os interesses da especulação imobiliária, e já anunciou que vai aumentar o preço da tarifa de ônibus para atender os interesses dos seus financiadores de campanha, a juventude já demonstra que vai resistir a mais esse aumento, o DCE UFMG tem que estar nessa luta! 

 “O movimento estudantil da UFMG” 

Na UFMG, o DCE-Onda, prefere tomar cafezinho com a reitoria que organizar e ouvir os estudantes, prova disso é a omissão e consentimento no aumento do “bandejão” e um conselho de CA´s e DA´s como mero coadjuvante no Movimento Estudantil. Não podemos aceitar que a juventude da direita continue no DCE. Pois o DCE precisa estar presente nas lutas, organizando os estudantes.

Também não podemos aceitar a chapa da Dilma e do mensalão que irá continuar a trair os estudantes e defender os interesses do governo, assim como fazem na direção majoritária da UNE. Infelizmente as outras duas chapas da esquerda, priorizam a sua autoconstrução em detrimento das necessidades e reivindicações dos estudantes, prova disso é o desgaste que chegou o movimento estudantil na UFMG e que permitiu a ascensão da direita. 

É imprescindível que o DCE esteja pronto para tocar a luta junto aos estudantes denunciando os governos, os cortes de Dilma, a expansão sem qualidade e tudo aquilo que transforma a universidade em uma “fábrica” de diploma em função de interesses privados. Os estudantes da UFMG precisam da diminuição imediata do preço do bandejão, do reajuste das bolsas para equipara-las ao valor do salário mínimo, de mais vagas de moradia estudantil, de ônibus inter-campi. É necessário defender o Hospital das Clínicas e barrar a política de privatizações do governo, como a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e para isso é necessário mudar radicalmente a política do DCE. É momento de transformar em luta as nossas demandas, é necessário debater qual a nossa concepção de universidade e fazermos uma análise profunda da política e da conjuntura, só assim teremos elementos para compreender quais os significados da greve na educação, da nossa luta contra o aumento do bandejão, por que queremos uma pró-reitoria de assistência estudantil e por que somos contra a privatizações dos HU´s.

“O DCE que queremos”

Acreditamos ser de extrema importância discutir novas formas no movimento estudantil, como a radicalização da democracia, os estudantes devem voltar a se tornarem protagonistas, por isso é hora de novas práticas e novos instrumentos, para termos um DCE criativo que inove na forma e radicalize na ação. No entanto não podemos nos furtar de também denunciar a velha política, pois é uma tarefa fundamental denunciar os inimigos da Universidade e apontar uma alternativa real para milhares de estudantes da UFMG. Queremos um DCE para e com os estudantes, organizando as lutas, com independência de governos, partidos e reitorias. Queremos um DCE indignado, que denuncie os ataques do governo Dilma e da reitoria Campolina. Um DCE que fale a língua dos estudantes, mas que não se furte de dizer o que está errado. Nosso coletivo, o Vamos à Luta, só tem razão de existir para contribuir com esse tipo de construção. Estamos em mundo que está mudando. Desde o Egito, Grécia, Chile a juventude cansou de esperar, cabe a nossa geração fazer o mesmo. Queremos trazer os ventos das primaveras para a UFMG e fazer parte de tudo isso que está em gestação, nas palavras do escritor uruguaio Eduardo Galeano: “este mundo de merda está grávido, grávido de um mundo novo”. 

Coletivo Vamos à Luta