quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vitória dos estudantes: MPF/MG manifesta-se contra desalojamento de estudantes pela UFMG

Universidade entrou na Justiça para retomar imóvel onde funciona a Casa do Estudante, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte (MG), argumentando necessidade de preservar sua imagem e prestígio.



A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Minas Gerais, órgão do Ministério Público Federal (MPF), manifestou-se contra o pedido da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de desocupação imediata do imóvel onde funciona a Casa do Estudante, na Rua Ouro Preto, bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.


Antigamente chamado de “MOFUCE” (sigla dada ao extinto Movimento de Fundação da Casa do Estudante), o imóvel abriga atualmente cerca de 30 estudantes de baixa renda, entre eles, uma mãe com criança de colo, que vieram do interior do estado. Se forem expulsos, eles ficarão sem lugar para morar e serão obrigados a interromper os estudos, o que, para o MPF, viola os direitos constitucionais à educação integral e à moradia.



Uma das alegações da UFMG é a necessidade de preservação de sua “boa imagem e prestígio”, já que vizinhos estariam reclamando do barulho causado pelos estudantes, e de conservação do imóvel, pois os atuais moradores supostamente não teriam permitido vistoria da Defesa Civil no local.



Para o MPF, nem uma nem outra alegação se sustentam.



A UFMG sempre aceitou a existência da Casa do Estudante como moradia estudantil. É o que se depreende de uma ata do Conselho Universitário, de 30.09.1993, em que se discutiu o sistema de moradia universitária. O documento registrou que a UFMG possuía “um sistema de moradia de cerca de 105 estudantes no ‘Borges da Costa’ e mais 30 no ‘MOFUCE’, perfazendo 135 residentes“.



Desse modo, assinala o MPF, “se a UFMG não reconhecia expressamente o MOFUCE, ao menos aceitava a sua existência, que lhe convinha por suprir as falhas de sua política de moradia universitária”.



Para o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Edmundo Antônio Dias, “essa situação gerou a expectativa legítima, por parte dos estudantes, quanto à concordância, por parte da universidade, da utilização da casa como moradia estudantil, de modo a não privá-los desse direito. Assim, o pretendido desalojamento violaria os princípios da confiança legítima e da boa-fé objetiva”.



Perseguição política – Mas o parecer do MPF foi além e lembrou que a própria titularidade do imóvel é discutível face às condições históricas em que ocorreu a transferência da propriedade. Foi durante o regime militar, quando aumentou a perseguição política ao movimento estudantil, colocando-o sob controle e regulamentação das universidades, com a extinção das entidades estudantis autônomas como era o Movimento de Fundação da Casa do Estudante (MOFUCE).



O MOFUCE foi uma associação estudantil fundada em 1959 com o objetivo de construir e gerir a Casa do Estudante. Ela adquiriu o terreno da própria UFMG em um leilão ocorrido em 03 de maio de 1961, onde foi construída a casa, que passou a funcionar como moradia estudantil.



Em 1967, foi editado o Decreto-Lei 228, que restringiu as entidades estudantis universitárias ao âmbito dos diretórios acadêmicos de cada faculdade ou dos diretórios centrais de cada universidade, sob rígida fiscalização das diretorias ou das reitorias.



A dissolução judicial do MOFUCE ocorreu em 1975. Dois anos antes, em 1973, diante da iminente dissolução, a entidade doou a Casa do Estudante ao Projeto Rondon. Oito anos depois, em 1981, o Projeto Rondon doou o imóvel à UFMG, que ficou vago e sem destinação até 1985, quando a Associação Casa do Estudante, sucessora do MOFUCE, ocupou o imóvel destinando-o à moradia universitária.



Para o MPF, os dois atos de doação são questionáveis, porque “não fosse a perseguição política sofrida durante a ditadura militar, representada pela edição do Decreto 228/67 e pela consequente sentença de dissolução judicial, o MOFUCE não teria sido extinto, e seu patrimônio não teria sido dilapidado”.


FONTE: Ministério Público Federal em Minas Gerais


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Na UFMG, Vamos à Luta participa de atividade de recepção dos calouros.

Confira os vídeos da participação do Vamos à Luta no debate sobre "SISU vs Democratização da Universidade", atividade de recepção dos calouros da UFMG 2014.





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Nota do Coletivo Vamos à Luta em resposta ao seminário sobre a PM nos campi

Na UFU iniciamos o ano de 2014 com vários debates importantes para toda a comunidade universitária, e um deles é o debate sobre PM dentro do campus e também a possibilidade de uma base da PM dentro da universidade. Nesse sentido foi chamada uma reunião ampla para se debater qual seria a resposta dos estudantes para a determinação do Ministério Público. Nessa reunião o Professor Leonardo Barbosa, diretor de Assuntos Estudantis, esteve presente e disse que a posição da Administração Superior também era contra a PM no Campus e que no dia 10 de janeiro haveria uma audiência de conciliação entre Universidade e Ministério Público, onde ficou acordado que a Universidade se comprometia em realizar um seminário sobre segurança para o qual deverão ser convidados representantes da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as quais fizeram o convênio com  PM.
Nesse sentido o Diretorio Central dos Estudantes (DCE) também chamou um CONDAS (Conselho de DA’s e CA’s)  para debater o assunto. O que vale a pena destacar deste CONDAS é que em nenhum momento a atual Gestão do DCE (Pro dia nascer feliz) deixou claro qual é sua posição, se são contra ou favor a entrada e fixação de uma base da PM nos campi; e isso tem um motivo, a atual gestão do DCE tem medo de perder sua base se posicionando contra a PM nos campi. Ficou deliberado nesse CONDAS que o DCE em conjunto com os demais DA’s e CA’s que estavam presentes iriam construir um seminário estudantil pra debater e deliberar sobre o tema, a data inicialmente proposta foi para os dias 22 e 23 de janeiro; porém não foi feito nenhum esforço por parte do DCE para que o seminário acontecesse nessa data. Um novo CONDAS foi chamado e a data alterada pra os dias 12 e 13 de fevereiro, e a historia se repetiu, mais uma vez nada foi feito; outro CONDAS para se debater a melhor data, a definiu para os dias 19 e 20 de fevereiro. Chegamos ao dia 17 de fevereiro, e mais uma vez por descuido do DCE nada estava pronto para que o seminário fosse realizado; nem passagens compradas para os palestrante, nem o material de divulgação prontos. A culpa desses atrasos foi jogada na comissão, porém ela foi formada apenas para apresentar uma metodologia para o seminário, as demais tarefas eram responsabilidade do DCE. Mais uma vez o DCE, usou da comissão, que não tinha o caráter deliberativo para passar por cima das decisões do CONDAS, utilizando-se de uma maioria na comissão, decidiu que iria seria mantido essa data do seminário, mesmo sem nenhuma divulgação prévia.
O que podemos concluir de tudo isso, é que a atual gestão do DCE está se omitindo do debate da PM no campus, postergou o seminário estudantil o quanto conseguiu, e agora decidiu realizar o seminário, sem nenhuma divulgação, sem informar nem aos DA’s e CA’s presentes nos CONDAS que o planejou. É clara a intensão da Gestão em boicotar o debate para que os estudantes não estejam cientes da verdadeira posição deles em relação ao tema. Entendemos que os objetivos tirados para esse seminário - que seria de ampliar o debate para alem dos coletivos e DA’s e CA’s - não será cumprido, pois não tivemos a devida divulgação do evento.


Por todos esses motivos, expressamos nosso total repúdio a atual gestão do DCE (composta pela UJS), que por três vezes, em apenas 2 meses de gestão, passou por cima das decisões deliberadas no Conselho das entidades acadêmicas, e dizemos que esse seminário realizado nos dias 19 e 20 de fevereiro não é legitimo e independente da posição tirada - e apoiamos que seja contra - não cumpre o objetivo do seminário, pois sera debatido apenas com um grupo restrito de estudantes, enquanto o objetivo seria na verdade de ampliar esse debate para além de DA’s e CA’s. E, por fim, queremos deixar claro que a posição do Coletivo Vamos à Luta é totalmente contrária a entrada e fixação da PM nos campi.

domingo, 24 de novembro de 2013

MANIFESTO: JUVENTUDE VAMOS À LUTA UFMG - NOVEMBRO 2013

Em 2013 o Brasil foi sacudido com as jornadas de junho que desafiaram os políticos e as autoridades, os milhões de jovens que foram as ruas não estão dispostos a aceitar as péssimas condições de vida destinada a nossa geração. Convivemos com vários problemas sociais: no transporte, serviços públicos, no trabalho cada vez mais precarizado e a alta inflação que prejudica até as nossas necessidades elementares. Enquanto isso, os governos cortam gastos da áreas sociais, vendem o patrimônio público, destinam quase metade do orçamento para os banqueiros, reprimem os que ousam lutar e saqueiam os cofres públicos para engordar os seus bolsos. Na UFMG, a política do Governo Dilma de privatizações, precarização dos serviços públicos e repressão aos estudantes mostra a lógica que tentam implementar na Universidade: atender aos interesses dos ricos em detrimento dos sonhos de uma juventude trabalhadora.

LUGAR A JUVENTUDE TRABALHADORA! 
MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO!
Muitos estudantes da UFMG necessitam trabalhar para se sustentar. Não existe na UFMG, nenhuma política concreta que auxilie esses estudantes a aproveitarem todas as oportunidades oferecidas pela universidade. Os projetos de bolsa-trabalho e/ou estágios são insuficientes, pois oferecem bolsas que giram em torno de 400 reais, que não é suficiente para arcar com as despesas do dia a dia, além disso o estudante realiza um trabalho de servidor, sem nenhum direito trabalhista. Somos contra o trabalho precarizado. Para atender a juventude trabalhadora é necessário mais verbas para a educação e esse não é só um problema da reitoria, mas também do governo federal.
Dilma dizia que iria atender as reivindicações por mais verbas para educação expressa em milhares de cartazes em junho. Grande Mentira! O orçamento do governo para 2014 prevê apenas cerca de 3% das verbas para educação, enquanto um trilhão de reais (42%) vai para o bolso dos mais ricos através do pagamento da dívida pública. Os estudantes precisam de mais verbas para a educação pública já! Defendemos o fim do pacto de ajuste fiscal de Dilma, governadores e prefeitos e a suspensão imediata do pagamento dívida, realizando auditoria de todos os contratos e destinando esses recursos para a educação e áreas sociais! Queremos o aumento do numero das bolsas e que os valores sejam reajustados anualmente em negociação direta entre a reitoria/MEC e uma comissão dos bolsistas juntamente com o DCE! Exigimos que o valor das bolsas não seja inferior ao salário mínimo, nem que existam restrições para obtenção das mesmas, tarifa zero para o bandejão!


POR UMA PRÓ-REITORA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL, SEM A FUMP!
Na UFMG a assistência estudantil é gerida por uma fundação de direito privado – FUMP. No ano passado, fruto da greve nacional, conseguimos aumentar o repasse para a assistência estudantil. Mas na UFMG a assistência estudantil só vem piorando, raros são os casos de estudantes que conseguem ser assistidos pela FUMP, o bandejão é um dos mais caros do Brasil. Essa fundação gasta 3 milhões por ano para manter a máquina burocrática e mesmo assim está a beira da falência. Somos contra a proposta da reitoria que pretende criar uma Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, mas manter a FUMP. Só é possível ter assistência estudantil de qualidade com mais verbas para a educação e com uma Pró-Reitoria gerida pela comunidade acadêmica, de forma democrática e transparente, sem a FUMP.

NÃO À EBSERH E AS PRIVATIZAÇÕES DE DILMA!
A EBSERH é a forma que o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) encontrou de privatizar os Hospitais Universitários (HU’s), tentando esconder que está privatizando. Mas garante a dupla-entrada nos HU’s: pelo SUS e pelos planos de saúde privados. O plano de privatização segue seu curso e vai agora para votação no Conselho Universitário, mesmo com um plebiscito com vitória esmagadora de não adesão à EBSERH. Nessa mesma lógica, o governo Dilma afirma que o leilão do Campo de Libra não é privatização, mas entrega o pré-sal para as multinacionais estrangeiras a preço de banana para poder garantir o pagamento da dívida pública e engordar o bolso dos banqueiros e ainda colocou o Exército e Força de Segurança Nacional nas ruas para reprimir os manifestantes como fez em junho quando derrubamos o aumento das passagens de ônibus. Dilma privatiza o petróleo, portos, aeroportos, rodovias, os HU’s, etc.
Porque queremos barrar a EBSERH? Nas ruas em junho, milhares de pessoas reivindicavam uma saúde pública “padrão Fifa”. A EBSERH é a contramão disso. Entendemos que os HU’s tem que estar à serviço dos estudantes que tem lá sua prática de ensino, dos servidores que lá trabalham, e dos usuários do SUS. Por isso, defendemos um Hospital 100% estatal e administrados pelos trabalhadores da saúde conjuntamente com a comunidade acadêmica e a população usuária! Fim das privatizações e da repressão ordenada por Dilma, Anastasia e Lacerda! Fim dos contratos com a FIFA e empreiteiras destinando esses recursos para educação, transporte e saúde estatais! Revogação do Leilão de Libra e de todas as privatizações! Por uma Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores! Fim da repressão contra as manifestações! Pela desmilitarização da PM!

A FALSA DEMOCRACIA DA CONSULTA PARA REITOR E DOS CONSELHOS SUPERIORES!
Na consulta para eleger o reitor da UFMG a chapa “Outra UFMG É Possível” foi vitoriosa, mas apesar da maioria dos votos não foi para o segundo turno, pois os votos são divididos da seguinte forma: os docentes possuem 70% de peso e os outros 30% são divididos entre discentes e técnico-administrativos. Na realidade a comunidade acadêmica não tem nenhum poder de decisão, se chama “consulta”, pois o poder real de eleger o reitor é do Governo Federal, por intermédio do Ministro da Educação. Os Conselhos Superiores seguem a mesma forma anti-democrática.
Assim como no REUNI, governo e reitorias propõe que a votação da EBSERH ocorra numa reunião de Conselho Superior da Universidade. Este é um espaço totalmente anti-democrático onde 70% das vagas são destinadas a professores e os pró-reitores – em sua maioria eleitos por ninguém. Um Conselho burocrático que nada faz para resolver os problemas que enfrentamos na Universidade (bolsas, bandejão, etc). Não foi à toa que as Câmaras e Assembleias Legislativas foram atingidas nas manifestações, pois são espaços que não representam a população, que estava na rua questionando a falsa democracia onde poucos privilegiados decidem.
Devemos seguir o exemplo dos estudantes de São Paulo que ocupam a reitoria da USP exigindo democracia. Defendemos a realização de um Congresso estatuinte livre, autônomo, soberano e democrático para rever nosso estatuto e os mecanismos de decisão da UFMG. Esse é o fórum legitimo, eleito na base, que poderia gestar um novo conselho da comunidade universitária composto pelas três categorias de forma paritária (com igual peso) garantindo decisões democráticas sobre os rumos da instituição e decidindo o modelo de administração da UFMG. De forma imediata defendemos a composição paritária de todos os Conselhos da UFMG e que as próximas eleições para reitor sejam realizadas com base no voto universal (cada pessoa é igual a um voto) desconhecendo a lei dos 70%. Mesmo procedimento que devemos utilizar imediatamente nos demais órgãos.

NAS ELEIÇÕES DO DCE, DERROTAR A DIREITA E O GOVERNO!
Infelizmente, a atual gestão do DCE-UFMG (LPJ e Kizomba/PT) esteve muito aquém de organizar essas lutas na Universidade. Não chama os estudantes a organizar uma luta que enfrente e derrote a reitoria e os governos. E isso não é à toa. A maioria dos membros do atual DCE são base de Dilma e alguns estão enfiados nos gabinetes petistas. Em um ano de gestão, apesar de muita propaganda, pouco fizeram com relação a EBSERH, a FUMP e o bandejão, preferiram organizar debates com parlamentares do PT e quando os estudantes ocuparam a reitoria durante a jornadas de junho, o DCE transformou a ocupação num palanque para professores, em sua maioria fura-greve e pró-governo.
O DCE não convocou os Conselhos de CA’s e DA’s (CEB’s) para discutir junto com os cursos como organizar as lutas. Alguns grupos que estão no DCE são os mesmos grupos que estão na direção da UNE, fazem parte dos governos que reprimiram os manifestantes nas ruas, que mataram o Amarildo e que bateram nos professores. Não podemos mais tolerar a juventude dos gabinetes no DCE-UFMG. É necessário seguir o exemplo das lutas anticapitalistas que percorrem o mundo e possuem grande protagonismo da juventude: nas revoluções árabes no Norte da África, na Turquia, os indignados na Espanha, as mobilizações da geração “à rasca” em Portugal, a luta contra a educação privada no Chile, o Occupy Wall Street e as greves gerais na Grécia e na Europa!

Infelizmente o conjunto dos estudantes organizados pela esquerda não conseguiram se unificar em uma única chapa para derrotar o governismo e a direita. Na nossa opinião, isso se deve a fragilidade da própria esquerda e pela ausência da construção de um polo alternativo de lutas durante o ano. A Juventude Vamos à Luta está apoiando a Chapa 1 – NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR, porque consideramos a chapa que mantém um perfil mais claramente anti-burocrático e que chama o conjuntos dos estudantes a refazer o movimento estudantil de forma radicalmente democrática e mobilizada. Também consideramos a chapa 2 e 3 como representantes do movimento estudantil de esquerda e independente dos governos. Chamamos todo o movimento estudantil a rejeitar o governismo e a burocracia representadas na chapa 5 e 6 (atual gestão) e as alternativas de direita da chapa 4 e 7. Independente do resultado eleitoral, fazemos o convite a todxs os estudantes e coletivos que tem acordo com essas reivindicações e/ou que tenham outras propostas parecidas para construir juntos um movimento estudantil de lutas, democrático, independente da reitoria e dos governos, devemos fortalecer o movimento, com um plano de lutas unificado, a começar pela mobilização contra a EBSERH que está para ser votada no Conselho Universitário.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

REJEITAR A FALSA DEMOCRACIA NA UFMG

VOTO NULO NO SEGUNDO TURNO


Nos dias 12 e 13 de novembro acontecerá o segundo turno da consulta para Reitor da UFMG. A chapa 1 “Outra UFMG É Possível” (Wander e Rosilene) foi vitoriosa em número de votos no primeiro turno, obteve mais de 4.500 votos, bem a frente das chapas 2 e 3 que obtiveram 2.515 e 2.397 respectivamente. Apesar da maioria dos votos a chapa 1 não irá para o segundo turno, pois na UFMG a consulta para Reitor não é paritária e os docentes possuem 70% de peso nos votos da consulta, restando outros 30% que são divididos entre discentes e técnico-administrativos.

Infelizmente essa é apenas uma das diversas faces antidemocráticas da estrutura da UFMG. Pois na realidade a comunidade acadêmica não tem nenhum poder de decisão, se chama “consulta”, pois o poder real de eleger o reitor é do Governo Federal, por intermédio do Ministro da Educação. Ou seja, um grupo restrito de professores indicaseus representantes, realizam uma consulta antidemocrática e o Governo Federal nomeia. Esse é o ciclo vicioso de uma estrutura de poder autoritária na UFMG.

O reitor é o topo dessa estrutura, mas isso se repete em todas as outras instâncias, que são tão antidemocráticas quanto à consulta, como o Conselho Universitário onde a fórmula também é 70% docentes – muitos nomeados pela própria reitoria, 15% discentes e 15% técnico-administrativos. Os professores, que estão muitas vezes atrelados com projetos do governo, com cargos de confiança na reitoria e que realizem pesquisas remuneradas por grandes empresas privadas, mandam na universidade sob seus próprios interesses.

Por isso as duas candidaturas que foram para o segundo turno defendem o projeto do Governo Dilma de privatização do Hospital das Clínicas (EBSERH) e a manutenção da FUMP, uma fundação privada para gerir a assistência estudantil. Além disso, utilizam dessa estrutura para perseguir os divergentes, como a proibição de eventos culturais e os vários casos de estudantes perseguidos pela reitoria da UFMG.

A juventude e os trabalhadores saíram saiu às ruas do país no mês de junho para rejeitar a burocracia, as decisões tomadas de cima para baixo. Por não aceitarem a falsa democracia ondem os ricos e os corruptos tomam as decisões,por isso os grandes eventos como a Copa do Mundo, têm sido rechaçados, pois fornecem milhões para as empreiteiras em detrimento dos investimentos necessários para a saúde ea educação. A UFMG precisa estar sintonizada com os acontecimentos do país, só assim poderemos construir uma Universidade que esteja a serviço da maioria do povo trabalhador e da juventude.

A única forma de conquistarmos essas mudanças é a luta, devemos confiar no poder de mobilização, que conquistou vitórias em junho. Para isso é necessário à unidade dos estudantes e dos técnicos-administrativos junto aos professores que não aceitam esse modelo de universidade. Precisamos rejeitar as velhas direções do movimento, que estão atreladas aos interesses da reitoria e dos governos.

Nenhuma das candidaturas está disposta a se chocar com essa estrutura de poder e com o projeto de educação precarizante e privatista do Governo Dilma. Por isso não podemos depositar ilusões no segundo turno, nenhuma das chapas está em consonâncias com as mudanças necessárias e integram a velha lógica burocrática, chamamos toda a comunidade acadêmica a VOTAR NULO e rejeitar a falsa democracia na UFMG.

Associação Sindical Unidos Pra Lutar


Juventude Vamos à Luta

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Estamos sofrendo um golpe!

Não aceitaremos fraudes em nossa escola!

Dia 04 tem eleição! Sim, eleição para o congresso da UBES (união brasileira dos estudantes secundaristas) a representação máxima dos estudantes de ensino médio no Brasil, onde será eleita a nova direção para a entidade.
É provável que a maior parte da escola não saiba o que é a UBES, já que a muitos e muitos anos ela esta fora de nossas escolas. Essa entidade foi responsável por muitas conquistas par a juventude e para o Brasil.
O problema é que hoje a UBES é um braço do Governo Dilma, apoiando todas as suas medidas, ainda que isso signifique abrir mão de direitos históricos dos estudantes, como a meia-entrada!

É isso mesmo, a UBES, dirigida a mais de 20 anos pela UJS (união da juventude socialista) para defender os projetos de Dilma com a copa e ao enriquecimento dos empresários, apoio o estatuto da juventude que dentre tantas coisas determina que só teremos direito a 40% das bilheterias (de cinema e teatro por exemplo) para comprar ingressos a meia entrada! A UBES deveria assegurar nossos direitos e não negociá-los a troco de cargos no governo e privilégios! Por isso somos Oposição a direção da UBES e acreditamos na necessidade de organizar os estudantes em cada escola para disputarem uma nova direção para o movimento estudantil, que seja independente dos governos e das diretorias.


Estão nos dando um golpe!

A UJS inscreveu a Renê no processo eleitoral por meio de um grêmio falso, sem editais de eleições e passagem em sala para avisar os estudantes sobre o processo eleitoral.
Devido a inexistência de ponto fixo que seja referencia para os estudantes, para se realizar a inscrição de chapa, acordamos com o coletivo que mandaríamos os documentos de nossa chapa via email. Contudo, Habner do 3° matutino, militante da ujs e responsável pela inscrição do Grêmio FALSO nos mandou um email dizendo que não aceitaria nossa chapa. Alem de tudo, mudaram o dia da eleição, que seria 27/09, e mantiveram a data de inscrição de chapas, ou seja MAIS DE 40 ESTUDANTES FORAM E CONTINUAM IMPEDIDOS DE PARTICIPAR DA ELEIÇÃO.
Portanto chamamos vocês a não votarem nesse processo, cheio de fraudes, e construir uma nova eleição onde todos os estudantes possam participar!
Contato: Janaina 92074333 Gabriela:91611676 Jennefer: 91841824

https://www.facebook.com/juventudevamosalutauberlandia
http://vamosalutanacional.blogspot.com.br
https://www.facebook.com/PrimaveraRadical

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Nota de Ruptura do Coletivo Vamos à Luta com a Chapa 2 - Ousadia para Eleições do Da FAFICH - UFMG

Juntamente com estudantes independentes e da ANEL/PSTU, o Coletivo Vamos à Luta iniciou a construção de uma chapa unitária de esquerda para concorrer as eleições do Diretório Acadêmico da FAFICH na UFMG. Nossa intenção era construir um Diretório Acadêmico que estivesse a serviço da organização e mobilização dos estudantes, com uma estrutura radicalmente democrática, com um perfil de combate e de oposição frontal a Reitoria, a Diretoria da FAFICH e ao DCE governista. Em sintese, um DAFAFICH que estivesse em sintonia com o espírito das jornadas de junho.

Ao passo que a campanha se desenhava os militantes da ANEL passaram a tentar impor e definir toda a política de construção da chapa, desde o nome até a "linha" do discurso na passagem em sala, fato que não refletia a realidade de uma chapa plural formada majoritariamente por estudantes independentes, nem muito menos um processo de construção democrático com esforço de todas as partes (principalmente das forças políticas) para garantir a unidade, uma vez que eramos a única chapa de esquerda, as outras são ligadas ao PT, Consulta Popular e PSDB, ou seja, existia a necessidade de um consenso político para derrotar a direita e o governismo. A democracia nada tem a ver com manobras de uma força política para impor sua vontade a outras correntes e aos próprios estudantes.

Os companheiros da ANEL construíram o material da chapa, sem fazer o combinado, em vez de enxugar os textos consensuais, cortaram o texto construído democraticamente e simplesmente colocaram um texto escrito por um de seus militantes no lugar. Repetiu-se esse cenário em quase todos os textos e tópicos do material da chapa. O material foi impresso antes de ser aprovado pelo conjunto da chapa, pois segundo eles poderíamos perder tempo para fazer campanha. Perguntamos aos companheiros, foi por esse motivo que suprimiram os textos com maior consenso e colocaram em sua grande maioria, os textos escritos pelos militantes da ANEL?

O seminário da chapa que servia para atrair pessoas para construir conosco um novo movimento estudantil, pautado principalmente pela base, foi esvaziado, seguiu-se assim também as reuniões a cada dia que se passava. Enquanto isso os militantes da ANEL/PSTU propunham horários de reunião em que só eles poderiam comparecer com poucos militantes independentes. Os companheiros demonstraram que não conseguem ser democráticos e responsáveis. A lógica dos companheiros foi de aparelhar. E se agiram assim durante alguns dias de construção, tudo nos leva a crer que também fariam isso numa possível gestão.

Esses elementos nos levam a acreditar que para os companheiros da ANEL o mais importante não é derrotar o governismo na base e nem garantir um Diretório Acadêmico democrático a serviço da luta dos estudantes. A política desse setor teve como centro a pura e simples disputa de aparato e colocar o DAFAFICH a serviço da construção de um aparato maior, a ANEL. Política que justifica a paralisia e inércia da última gestão do DAFAFICH, que era composta pelos militantes da ANEL. Não concordamos com essa política que prioriza o aparato em detrimento na necessidade dos estudantes.

Por esses motivos, nos juntamos aos militantes independentes das Ciências Sociais, e nos retiramos da Chapa 2 – Ousadia, cientes que continuaremos batalhando nas bases pela construção de uma nova direção politica para os estudantes, no dia-a-dia da sala de aula e nos enfrentamentos cotidianos.


Diogo Henrique Silva
Pedro Otávio Maia Garcia
Everton Luz de Paula Júnior
Danilo Bianchi

29 de Agosto de 2013
Coletivo Vamos à Luta FAFICH