Confira os vídeos da participação do Vamos à Luta no debate sobre "SISU vs Democratização da Universidade", atividade de recepção dos calouros da UFMG 2014.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Nota do Coletivo Vamos à Luta em resposta ao seminário sobre a PM nos campi
Na UFU iniciamos o ano de 2014 com
vários debates importantes para toda a comunidade universitária, e um deles é o
debate sobre PM dentro do campus e também a possibilidade de uma base da PM
dentro da universidade. Nesse sentido foi chamada uma reunião ampla para se
debater qual seria a resposta dos estudantes para a determinação do Ministério
Público. Nessa reunião o Professor Leonardo Barbosa, diretor de Assuntos
Estudantis, esteve presente e disse que a posição da Administração Superior
também era contra a PM no Campus e que no dia 10 de janeiro haveria uma
audiência de conciliação entre Universidade e Ministério Público, onde ficou
acordado que a Universidade se comprometia em realizar um seminário sobre
segurança para o qual deverão ser convidados representantes da Universidade
Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as
quais fizeram o convênio com PM.
Nesse sentido o Diretorio Central
dos Estudantes (DCE) também chamou um CONDAS (Conselho de DA’s e CA’s)
para debater o assunto. O que vale a pena destacar deste CONDAS é que em
nenhum momento a atual Gestão do DCE (Pro dia nascer feliz) deixou claro qual é
sua posição, se são contra ou favor a entrada e fixação de uma base da PM nos campi;
e isso tem um motivo, a atual gestão do DCE tem medo de perder sua base se
posicionando contra a PM nos campi. Ficou deliberado nesse CONDAS que o
DCE em conjunto com os demais DA’s e CA’s que estavam presentes iriam construir
um seminário estudantil pra debater e deliberar sobre o tema, a data
inicialmente proposta foi para os dias 22 e 23 de janeiro; porém não foi feito
nenhum esforço por parte do DCE para que o seminário acontecesse nessa data. Um
novo CONDAS foi chamado e a data alterada pra os dias 12 e 13 de fevereiro, e a
historia se repetiu, mais uma vez nada foi feito; outro CONDAS para se debater
a melhor data, a definiu para os dias 19 e 20 de fevereiro. Chegamos ao dia 17
de fevereiro, e mais uma vez por descuido do DCE nada estava pronto para que o
seminário fosse realizado; nem passagens compradas para os palestrante, nem o
material de divulgação prontos. A culpa desses atrasos foi jogada na comissão,
porém ela foi formada apenas para apresentar uma metodologia para o seminário,
as demais tarefas eram responsabilidade do DCE. Mais uma vez o DCE, usou da
comissão, que não tinha o caráter deliberativo para passar por cima das
decisões do CONDAS, utilizando-se de uma maioria na comissão, decidiu que iria
seria mantido essa data do seminário, mesmo sem nenhuma divulgação prévia.
O que podemos concluir de tudo
isso, é que a atual gestão do DCE está se omitindo do debate da PM no campus,
postergou o seminário estudantil o quanto conseguiu, e agora decidiu realizar o
seminário, sem nenhuma divulgação, sem informar nem aos DA’s e CA’s presentes
nos CONDAS que o planejou. É clara a intensão da Gestão em boicotar o debate
para que os estudantes não estejam cientes da verdadeira posição deles em
relação ao tema. Entendemos que os objetivos tirados para esse seminário - que
seria de ampliar o debate para alem dos coletivos e DA’s e CA’s - não será
cumprido, pois não tivemos a devida divulgação do evento.
Por todos esses motivos,
expressamos nosso total repúdio a atual gestão do DCE (composta pela UJS), que
por três vezes, em apenas 2 meses de gestão, passou por cima das decisões
deliberadas no Conselho das entidades acadêmicas, e dizemos que esse seminário
realizado nos dias 19 e 20 de fevereiro não é legitimo e independente da
posição tirada - e apoiamos que seja contra - não cumpre o objetivo do
seminário, pois sera debatido apenas com um grupo restrito de estudantes,
enquanto o objetivo seria na verdade de ampliar esse debate para além de DA’s e
CA’s. E, por fim, queremos deixar claro que a posição do Coletivo Vamos à Luta
é totalmente contrária a entrada e fixação da PM nos campi.

domingo, 24 de novembro de 2013
MANIFESTO: JUVENTUDE VAMOS À LUTA UFMG - NOVEMBRO 2013
Em
2013 o Brasil foi sacudido com as jornadas de junho que desafiaram os
políticos e as autoridades, os milhões de jovens que foram as ruas
não estão dispostos a aceitar as péssimas condições de vida
destinada a nossa geração. Convivemos com vários problemas
sociais: no transporte, serviços públicos, no trabalho cada vez
mais precarizado e a alta inflação que prejudica até as nossas
necessidades elementares. Enquanto isso, os governos cortam gastos da
áreas sociais, vendem o patrimônio público, destinam quase metade
do orçamento para os banqueiros, reprimem os que ousam lutar e
saqueiam os cofres públicos para engordar os seus bolsos. Na UFMG, a
política do Governo Dilma de privatizações, precarização dos
serviços públicos e repressão aos estudantes mostra a lógica que
tentam implementar na Universidade: atender aos interesses dos ricos
em detrimento dos sonhos de uma juventude trabalhadora.
LUGAR
A JUVENTUDE TRABALHADORA!
MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO!
Muitos
estudantes da UFMG necessitam trabalhar para se sustentar. Não
existe na UFMG, nenhuma política concreta que auxilie esses
estudantes a aproveitarem todas as oportunidades oferecidas pela
universidade. Os projetos de bolsa-trabalho e/ou estágios são
insuficientes, pois oferecem bolsas que giram em torno de 400 reais,
que não é suficiente para arcar com as despesas do dia a dia, além
disso o estudante realiza um trabalho de servidor, sem nenhum direito
trabalhista. Somos
contra o trabalho precarizado. Para atender a juventude trabalhadora
é necessário mais verbas para a educação e esse não é só um
problema da reitoria, mas também do governo federal.
Dilma
dizia que iria atender as reivindicações por mais verbas para
educação expressa em milhares de cartazes em junho. Grande Mentira!
O orçamento do governo para 2014 prevê apenas cerca de 3% das
verbas para educação, enquanto um trilhão de reais (42%) vai para
o bolso dos mais ricos através do pagamento da dívida pública. Os
estudantes precisam de mais verbas para a educação pública já!
Defendemos
o fim do pacto de ajuste fiscal de Dilma, governadores e prefeitos e
a suspensão imediata do pagamento dívida, realizando auditoria de
todos os contratos e destinando esses recursos para a educação e
áreas sociais! Queremos o aumento do numero das bolsas e que os
valores sejam reajustados anualmente em negociação direta entre a
reitoria/MEC e uma comissão dos bolsistas juntamente com o DCE!
Exigimos que o valor das bolsas não seja inferior ao salário
mínimo, nem que existam restrições para obtenção das mesmas,
tarifa zero para o bandejão!
POR
UMA PRÓ-REITORA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL, SEM A FUMP!
Na
UFMG a assistência estudantil é gerida por uma fundação de
direito privado – FUMP. No ano passado, fruto da greve nacional,
conseguimos aumentar o repasse para a assistência estudantil. Mas na
UFMG a assistência estudantil só vem piorando, raros são os casos
de estudantes que conseguem ser assistidos pela FUMP, o bandejão é
um dos mais caros do Brasil. Essa fundação gasta 3 milhões por ano
para manter a máquina burocrática e mesmo assim está a beira da
falência. Somos contra a proposta da reitoria que pretende criar uma
Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, mas manter a FUMP. Só é
possível ter assistência estudantil de qualidade com mais verbas
para a educação e com uma Pró-Reitoria gerida pela comunidade
acadêmica, de forma democrática e transparente, sem a FUMP.
NÃO
À EBSERH E AS PRIVATIZAÇÕES DE DILMA!
A
EBSERH é a forma que o governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) encontrou de
privatizar os Hospitais Universitários (HU’s), tentando esconder
que está privatizando. Mas garante a dupla-entrada nos HU’s: pelo
SUS e pelos planos de saúde privados. O plano de privatização
segue seu curso e vai agora para votação no Conselho Universitário,
mesmo com um plebiscito com vitória esmagadora de não adesão à
EBSERH. Nessa mesma lógica, o governo Dilma afirma que o leilão do
Campo de Libra não é privatização, mas entrega o pré-sal para as
multinacionais estrangeiras a preço de banana para poder garantir o
pagamento da dívida pública e engordar o bolso dos banqueiros e
ainda colocou o Exército e Força de Segurança Nacional nas ruas
para reprimir os manifestantes como fez em junho quando derrubamos o
aumento das passagens de ônibus. Dilma privatiza o petróleo,
portos, aeroportos, rodovias, os HU’s, etc.
Porque
queremos barrar a EBSERH?
Nas ruas em junho, milhares de pessoas reivindicavam uma saúde
pública “padrão Fifa”. A EBSERH é a contramão disso.
Entendemos que os HU’s tem que estar à serviço dos estudantes que
tem lá sua prática de ensino, dos servidores que lá trabalham, e
dos usuários do SUS. Por isso, defendemos um Hospital 100% estatal e
administrados pelos trabalhadores da saúde conjuntamente com a
comunidade acadêmica e a população usuária! Fim das privatizações
e da repressão ordenada por Dilma, Anastasia e Lacerda! Fim dos
contratos com a FIFA e empreiteiras destinando esses recursos para
educação, transporte e saúde estatais! Revogação do Leilão de
Libra e de todas as privatizações! Por uma Petrobras 100% estatal e
sob controle dos trabalhadores! Fim da repressão contra as
manifestações! Pela desmilitarização da PM!
A
FALSA DEMOCRACIA DA CONSULTA PARA REITOR E DOS CONSELHOS SUPERIORES!
Na
consulta para eleger o reitor da UFMG a chapa “Outra UFMG É
Possível” foi vitoriosa, mas apesar da maioria dos votos não foi
para o segundo turno, pois os votos são divididos da seguinte forma:
os docentes possuem 70% de peso e os outros 30% são divididos entre
discentes e técnico-administrativos. Na realidade a comunidade
acadêmica não tem nenhum poder de decisão, se chama “consulta”,
pois o poder real de eleger o reitor é do Governo Federal, por
intermédio do Ministro da Educação. Os Conselhos Superiores seguem
a mesma forma anti-democrática.
Assim
como no REUNI, governo e reitorias propõe que a votação da EBSERH
ocorra numa reunião de Conselho Superior da Universidade. Este é um
espaço totalmente anti-democrático onde 70% das vagas são
destinadas a professores e os pró-reitores – em sua maioria
eleitos por ninguém. Um Conselho burocrático que nada faz para
resolver os problemas que enfrentamos na Universidade (bolsas,
bandejão, etc).
Não
foi à toa que as Câmaras e Assembleias Legislativas foram atingidas
nas manifestações, pois são espaços que não representam a
população, que estava na rua questionando a falsa democracia onde
poucos privilegiados decidem.
Devemos
seguir o exemplo dos estudantes de São Paulo que ocupam a reitoria
da USP exigindo democracia. Defendemos a realização de um Congresso
estatuinte livre, autônomo, soberano e democrático para rever nosso
estatuto e os mecanismos de decisão da UFMG. Esse é o fórum
legitimo, eleito na base, que poderia gestar um novo conselho da
comunidade universitária composto pelas três categorias de forma
paritária (com igual peso) garantindo decisões democráticas sobre
os rumos da instituição e decidindo o modelo de administração da
UFMG. De forma imediata defendemos a composição paritária de todos
os Conselhos da UFMG e que as próximas eleições para reitor sejam
realizadas com base no voto universal (cada pessoa é igual a um
voto) desconhecendo a lei dos 70%. Mesmo procedimento que devemos
utilizar imediatamente nos demais órgãos.
NAS
ELEIÇÕES DO DCE, DERROTAR A DIREITA E O GOVERNO!
Infelizmente,
a atual gestão do DCE-UFMG (LPJ e Kizomba/PT) esteve muito aquém de
organizar essas lutas na Universidade. Não chama os estudantes a
organizar uma luta que enfrente e derrote a reitoria e os governos. E
isso não é à toa. A maioria dos membros do atual DCE são base de
Dilma e alguns estão enfiados nos gabinetes petistas. Em um ano de
gestão, apesar de muita propaganda, pouco fizeram com relação a
EBSERH, a FUMP e o bandejão, preferiram organizar debates com
parlamentares do PT e quando os estudantes ocuparam a reitoria
durante a jornadas de junho, o DCE transformou a ocupação num
palanque para professores, em sua maioria fura-greve e pró-governo.
O
DCE não convocou os Conselhos de CA’s e DA’s (CEB’s) para
discutir junto com os cursos como organizar as lutas. Alguns grupos
que estão no DCE são os mesmos grupos que estão na direção da
UNE, fazem parte dos governos que reprimiram os manifestantes nas
ruas, que mataram o Amarildo e que bateram nos professores. Não
podemos mais tolerar a juventude dos gabinetes no DCE-UFMG. É
necessário seguir o exemplo das lutas anticapitalistas que percorrem
o mundo e possuem grande protagonismo da juventude: nas revoluções
árabes no Norte da África, na Turquia, os indignados na Espanha, as
mobilizações da geração “à rasca” em Portugal, a luta contra a educação privada no Chile, o Occupy Wall Street e as
greves gerais na Grécia e na Europa!
Infelizmente
o conjunto dos estudantes organizados pela esquerda não conseguiram
se unificar em uma única chapa para derrotar o governismo e a
direita. Na nossa opinião, isso se deve a fragilidade da própria
esquerda e pela ausência da construção de um polo alternativo de
lutas durante o ano. A Juventude Vamos à Luta está apoiando a Chapa
1 – NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR,
porque consideramos a chapa que mantém um perfil mais claramente
anti-burocrático e que chama o conjuntos dos estudantes a refazer o
movimento estudantil de forma radicalmente democrática e mobilizada.
Também consideramos a chapa 2 e 3 como representantes do movimento
estudantil de esquerda e independente dos governos. Chamamos todo o
movimento estudantil a rejeitar o governismo e a burocracia
representadas na chapa 5 e 6 (atual gestão) e as alternativas de
direita da chapa 4 e 7. Independente do resultado
eleitoral, fazemos o convite a todxs os estudantes e coletivos que
tem acordo com essas reivindicações e/ou que tenham outras
propostas parecidas para construir juntos um movimento estudantil de
lutas, democrático, independente da reitoria e dos governos,
devemos fortalecer o movimento, com um plano de lutas unificado, a
começar pela mobilização contra a EBSERH que está para ser votada
no Conselho Universitário.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
REJEITAR A FALSA DEMOCRACIA NA UFMG
VOTO NULO NO SEGUNDO
TURNO
Nos dias 12 e 13 de novembro acontecerá o segundo turno da consulta
para Reitor da UFMG. A chapa 1 “Outra UFMG É Possível” (Wander e Rosilene) foi
vitoriosa em número de votos no primeiro turno, obteve mais de 4.500 votos, bem
a frente das chapas 2 e 3 que obtiveram 2.515 e 2.397 respectivamente. Apesar
da maioria dos votos a chapa 1 não irá para o segundo turno, pois na UFMG a
consulta para Reitor não é paritária e os docentes possuem 70% de peso nos
votos da consulta, restando outros 30% que são divididos entre discentes e
técnico-administrativos.
Infelizmente essa é apenas uma das diversas faces
antidemocráticas da estrutura da UFMG. Pois na realidade a comunidade acadêmica
não tem nenhum poder de decisão, se chama “consulta”, pois o poder real de
eleger o reitor é do Governo Federal, por intermédio do Ministro da Educação.
Ou seja, um grupo restrito de professores indicaseus representantes, realizam
uma consulta antidemocrática e o Governo Federal nomeia. Esse é o ciclo vicioso
de uma estrutura de poder autoritária na UFMG.
O reitor é o topo dessa estrutura, mas isso se repete em
todas as outras instâncias, que são tão antidemocráticas quanto à consulta,
como o Conselho Universitário onde a fórmula também é 70% docentes – muitos
nomeados pela própria reitoria, 15% discentes e 15% técnico-administrativos. Os
professores, que estão muitas vezes atrelados com projetos do governo, com
cargos de confiança na reitoria e que realizem pesquisas remuneradas por
grandes empresas privadas, mandam na universidade sob seus próprios interesses.
Por isso as duas candidaturas que foram para o segundo turno
defendem o projeto do Governo Dilma de privatização do Hospital das Clínicas
(EBSERH) e a manutenção da FUMP, uma fundação privada para gerir a assistência
estudantil. Além disso, utilizam dessa estrutura para perseguir os divergentes,
como a proibição de eventos culturais e os vários casos
de estudantes perseguidos pela reitoria da UFMG.
A juventude e os trabalhadores saíram saiu às ruas do país no mês de junho para rejeitar a burocracia, as decisões tomadas de cima para baixo. Por não aceitarem a falsa democracia ondem os ricos e os corruptos tomam as decisões,por isso os grandes eventos como a Copa do Mundo, têm sido rechaçados, pois fornecem milhões para as empreiteiras em detrimento dos investimentos necessários para a saúde ea educação. A UFMG precisa estar sintonizada com os acontecimentos do país, só assim poderemos construir uma Universidade que esteja a serviço da maioria do povo trabalhador e da juventude.
A única forma de conquistarmos essas mudanças é a luta,
devemos confiar no poder de mobilização, que conquistou vitórias em junho. Para
isso é necessário à unidade dos estudantes e dos técnicos-administrativos junto
aos professores que não aceitam esse modelo de universidade. Precisamos
rejeitar as velhas direções do movimento, que estão atreladas aos interesses da
reitoria e dos governos.
Nenhuma das candidaturas está disposta a se chocar com essa
estrutura de poder e com o projeto de educação precarizante e privatista do
Governo Dilma. Por isso não podemos depositar ilusões no segundo turno, nenhuma
das chapas está em consonâncias com as mudanças necessárias e integram a velha
lógica burocrática, chamamos toda a comunidade acadêmica a VOTAR NULO e
rejeitar a falsa democracia na UFMG.
Associação Sindical Unidos Pra Lutar
Juventude Vamos à Luta
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Estamos sofrendo um golpe!
Não
aceitaremos fraudes em nossa escola!
Dia 04 tem eleição! Sim, eleição para o congresso da UBES (união brasileira dos estudantes secundaristas) a representação máxima dos estudantes de ensino médio no Brasil, onde será eleita a nova direção para a entidade.
Dia 04 tem eleição! Sim, eleição para o congresso da UBES (união brasileira dos estudantes secundaristas) a representação máxima dos estudantes de ensino médio no Brasil, onde será eleita a nova direção para a entidade.
É provável que a maior
parte da escola não saiba o que é a UBES, já que a muitos e muitos anos ela
esta fora de nossas escolas. Essa entidade foi responsável por muitas
conquistas par a juventude e para o Brasil.
O problema é que hoje a
UBES é um braço do Governo Dilma, apoiando todas as suas medidas, ainda que
isso signifique abrir mão de direitos históricos dos estudantes, como a meia-entrada!
É isso mesmo, a UBES,
dirigida a mais de 20 anos pela UJS (união da juventude socialista) para defender
os projetos de Dilma com a copa e ao enriquecimento dos empresários, apoio o
estatuto da juventude que dentre tantas coisas determina que só teremos direito
a 40% das bilheterias (de cinema e teatro por exemplo) para comprar ingressos a
meia entrada! A UBES deveria assegurar nossos direitos e não negociá-los a
troco de cargos no governo e privilégios! Por isso somos Oposição a direção da
UBES e acreditamos na necessidade de organizar os estudantes em cada escola
para disputarem uma nova direção para o movimento estudantil, que seja
independente dos governos e das diretorias.
A UJS inscreveu a Renê
no processo eleitoral por meio de um grêmio falso, sem editais de eleições e
passagem em sala para avisar os estudantes sobre o processo eleitoral.
Devido a inexistência
de ponto fixo que seja referencia para os estudantes, para se realizar a
inscrição de chapa, acordamos com o coletivo que mandaríamos os documentos de
nossa chapa via email. Contudo, Habner do 3° matutino, militante da ujs e
responsável pela inscrição do Grêmio FALSO
nos mandou um email dizendo que não aceitaria nossa chapa. Alem de tudo,
mudaram o dia da eleição, que seria 27/09, e mantiveram a data de inscrição de
chapas, ou seja MAIS DE 40 ESTUDANTES FORAM E CONTINUAM IMPEDIDOS DE PARTICIPAR
DA ELEIÇÃO.
Portanto chamamos vocês
a não votarem nesse processo, cheio de fraudes, e construir uma nova eleição
onde todos os estudantes possam participar!
Contato: Janaina
92074333 Gabriela:91611676 Jennefer: 91841824
https://www.facebook.com/juventudevamosalutauberlandia
http://vamosalutanacional.blogspot.com.br
https://www.facebook.com/PrimaveraRadical
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Nota de Ruptura do Coletivo Vamos à Luta com a Chapa 2 - Ousadia para Eleições do Da FAFICH - UFMG
Juntamente com estudantes independentes e da ANEL/PSTU, o Coletivo Vamos à Luta iniciou a construção de uma chapa unitária de esquerda para concorrer as eleições do Diretório Acadêmico da FAFICH na UFMG. Nossa intenção era construir um Diretório Acadêmico que estivesse a serviço da organização e mobilização dos estudantes, com uma estrutura radicalmente democrática, com um perfil de combate e de oposição frontal a Reitoria, a Diretoria da FAFICH e ao DCE governista. Em sintese, um DAFAFICH que estivesse em sintonia com o espírito das jornadas de junho.
Ao passo que a campanha se desenhava os militantes da ANEL passaram a tentar impor e definir toda a política de construção da chapa, desde o nome até a "linha" do discurso na passagem em sala, fato que não refletia a realidade de uma chapa plural formada majoritariamente por estudantes independentes, nem muito menos um processo de construção democrático com esforço de todas as partes (principalmente das forças políticas) para garantir a unidade, uma vez que eramos a única chapa de esquerda, as outras são ligadas ao PT, Consulta Popular e PSDB, ou seja, existia a necessidade de um consenso político para derrotar a direita e o governismo. A democracia nada tem a ver com manobras de uma força política para impor sua vontade a outras correntes e aos próprios estudantes.
Os companheiros da ANEL construíram o material da chapa, sem fazer o combinado, em vez de enxugar os textos consensuais, cortaram o texto construído democraticamente e simplesmente colocaram um texto escrito por um de seus militantes no lugar. Repetiu-se esse cenário em quase todos os textos e tópicos do material da chapa. O material foi impresso antes de ser aprovado pelo conjunto da chapa, pois segundo eles poderíamos perder tempo para fazer campanha. Perguntamos aos companheiros, foi por esse motivo que suprimiram os textos com maior consenso e colocaram em sua grande maioria, os textos escritos pelos militantes da ANEL?
O seminário da chapa que servia para atrair pessoas para construir conosco um novo movimento estudantil, pautado principalmente pela base, foi esvaziado, seguiu-se assim também as reuniões a cada dia que se passava. Enquanto isso os militantes da ANEL/PSTU propunham horários de reunião em que só eles poderiam comparecer com poucos militantes independentes. Os companheiros demonstraram que não conseguem ser democráticos e responsáveis. A lógica dos companheiros foi de aparelhar. E se agiram assim durante alguns dias de construção, tudo nos leva a crer que também fariam isso numa possível gestão.
Esses elementos nos levam a acreditar que para os companheiros da ANEL o mais importante não é derrotar o governismo na base e nem garantir um Diretório Acadêmico democrático a serviço da luta dos estudantes. A política desse setor teve como centro a pura e simples disputa de aparato e colocar o DAFAFICH a serviço da construção de um aparato maior, a ANEL. Política que justifica a paralisia e inércia da última gestão do DAFAFICH, que era composta pelos militantes da ANEL. Não concordamos com essa política que prioriza o aparato em detrimento na necessidade dos estudantes.
Por esses motivos, nos juntamos aos militantes independentes das Ciências Sociais, e nos retiramos da Chapa 2 – Ousadia, cientes que continuaremos batalhando nas bases pela construção de uma nova direção politica para os estudantes, no dia-a-dia da sala de aula e nos enfrentamentos cotidianos.
Diogo Henrique Silva
Pedro Otávio Maia Garcia
Everton Luz de Paula Júnior
Danilo Bianchi
29 de Agosto de 2013
Coletivo Vamos à Luta FAFICH
quarta-feira, 24 de julho de 2013
O que o Movimento Estudantil temia: mais impactos negativos da Política REUNI.
Após quase seis anos da aprovação do REUNI (Programa de Apoio
a Planos de Reestruturação e Expansão das universidades), programa este ‘enfiado
goela abaixo’ pelo então presidente Lula (PT) às universidades federias e
apoiado pela direção majoritária da UNE (PT/PCdoB), presenciamos no último Conselho
Universitário (CONSUN) da UFU, mais uma das
consequências reais que esse projeto de reforma universitária trouxe. O REUNI é
um programa que precariza ao invés de melhorar as universidades públicas brasileiras,
como se prometia. O movimento estudantil de fato, à esquerda da direção
majoritária da UNE, que desde a aprovação desse projeto já alertava os danos
dessa reforma para as universidades (e na ocasião ocupou diversas reitorias
contra a adesão nessa reforma, enquanto a majoritária apertava a mão do Lula,
parabenizando pelo projeto) vê agora até mesmo os mais conservadores
professores tendo que reconhecer que o REUNI não foi tão bom quanto prometia o
governo PT/PMDB.
Nesse ano de 2013 vimos os recursos do REUNI chegarem ao
fim, cortes de verbas na educação (principalmente para as áreas de assistência
estudantil) e mais um corte de orçamento para as aéreas sociais anunciados no
ulitmo dia 22 de julho pelo governo. Para além disso, esses novos cursos
criados a partir do REUNI não tem ainda a estrutura necessária para existir mas
já estão formando turmas. A situação atual que temos na UFU, em relação aos
cursos e campi criados pelo REUNI, não é nada diferente das outras
universidades. O Restaurante Universitário (RU) que já não suportava o total de
estudantes depois do REUNI piorou ainda mais, tendo atualmente filas
intermináveis. As bolsas de assistência estudantil não atendem a todos os
estudantes que dependem desse auxílio para permanecerem em seus cursos, elevando
assim o número de evasão de discentes.
O Campus Patos de Minas, criado pelo REUNI vive uma situação
bem mais problemática que os outros campi da UFU: não possui prédio próprio até
hoje (passados três anos desde que os cursos foram implementados), com problemas
de licitação e da situação do terreno. A estrutura do campus foi levada para o CONSUN
a fim de buscar uma solução para que os estudantes de lá possam concluir sua
formação com o mínimo de estrutura. A proposta colocada no conselho para
solução desse caos foi de suspender a entrada de novos discentes nos cursos deste
campus, até que sua estrutura esteja de acordo com a necessidade dos
estudantes. Esta proposta dividiu a opinião dos docentes, alguns contra outros
a favor, e o questionamento que surge para os professores que são contrários a
essa posição é: o receio deles de suspender a entrada até que melhore as
condições estruturais do curso, quer dizer que não há uma previsão rápida para a
solução dos problemas de Patos de Minas? Até quando esta situação irá perdurar?
Essa suspensão deve servir para pressionar a reitoria para que melhore a situação
dos campi avançados. Vale lembrar que o grupo que está hoje na reitoria é o
mesmo que em 2007 fez uma reunião as escuras, sem a convocação da representação
discente, longe do movimento estudantil que lutava contra a aprovação do REUNI
na UFU em frente à reitoria e aprovou a adesão da UFU ao REUNI.
Como colocado pelos professores no conselho, os demais campi
como Monte Carmelo e Pontal, além dos cursos de Uberlândia criados a partir do
REUNI, também sofrem com a precarização em consequência dessa expansão
inconsequente implementada nas Universidades Federais. Não devemos esconder as
consequências que essa restruturação/precarização das universidades públicas do
governo PT/PMDB trouxe para a universidade, os cursos criados pelo REUNI não
tem a mínima condição estrutural para a formação com qualidade dos estudantes.
O que aconteceu no último CONSUN em relação ao Campus em Patos de Minas não
deve ser tratado como normal, temos que questionar o que foi o REUNI e não
deixar que seja aprovado o suposto projeto de um REUNI 2.
Somos a favor de uma reforma nas universidades, mas não como
ela foi colocada. Defendemos uma reforma na qual a estrutura necessária para a
criação de um novo curso ou um novo campus na universidade, venha antes de os
mesmos serem criados e não o contrário, como propôs a lógica do REUNI, onde
foram criados cursos e campus e só muito tempo depois se começa a pensar na
estrutura e na assistência estudantil para os estudantes destes cursos. A
conjuntura atual nos mostra que estávamos mais do que certos em 2007 quando
ocupamos várias reitorias pelo Brasil contra a aprovação do REUNI, pois já
entendíamos que essa não é a lógica que queremos para uma educação pública,
gratuita, laica e de qualidade. Repudiamos a posição da direção majoritária da
UNE (PT e PCdoB) e desse “novo” Campo popular (PT e Levante Popular da Juventude)
que vem surgindo dentro da entidade, de apoio ao REUNI. Devemos analisar criticamente
o REUNI e denunciar a precarização das universidades após o REUNI. Denunciar o governo
(PT/PMDB) que abandona e sucateia cada vez mais a educação no país.
Vamos à luta, construir a universidade desejada!!
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