terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eleições DCE - UFU 2013

Os dois últimos anos foram marcados por grandes levantes populares, longas ditaduras despostas, palavras de ordem como "Somos 99% contra 1%"ressoaram no coração de Wall Stret, os indignados tomara as ruas da Espanha contra uma democracia representativa falida e no Brasil vimos a maior greve dos servidores federais da história, não só em números de adesão, mas como em tempo de paralisação.
Percebemos aqui o descaso geral do Governo com a saúde e educação, que com os grandes cortes no orçamento, vai esboçando seu plano de estrangulamento das universidades públicas, do SUS e ampliação do setor privado nestes segmentos. Além disso, com sua política de não negociar com trabalhador grevista, o governo PT cada vez mais se assemelha ao seu suposto rival, PSDB. No meio disso, insurgiu a maior greve de servidores federais de nossa historia, a qual teve importante participação do segmento estudantil, que deflagraram sua própria greve e reivindicaram suas pautas.

Em Uberlândia, através de uma Assembleia Geral com grande participação, foi instituido o Comando Local de Greve e as pautas locais, onde lutamos por melhorias em nossa Universidade, como: ônibus intercampi; melhorias no RU e nas bibliotecas; melhorias dos laboratórios e salas de aula; entre varias outras. Além disso, construímos também o Comando Nacional de Greve, que se instalou em Brasília, que com estudantes de todas a universidades do pais e praticamente com os mesmo problemas, gritamos por investimentos em uma educação pública gratuita já!

Na UFU, neste ano, houve recentemente, eleição para os cargos de Reitor (a) e vice, onde politicamente não esperamos que haja uma ruptura com a atual -- que foi marcada por perseguições contra estudantes e posturas autoritárias  Assim, nosso DCE participou junto de outros estudantes do movimento #FORAALFREDO. Ainda nesse ano, o DCE construiu uma calourada com grande participação, que foi fundamental no momento pré-greve, construindo assembleias de curso; participou do Comando Local de Greve; se lançou nos conselhos superiores lutando pelos interesses estudantis, como moradia estudantil, regimento da biblioteca, e contra a implementação da EBSERH, por exemplo.

Passada essa gestão de DCE, vislumbramos que grandes desafios aguardam para próximas  onde o acumulo gerado no período de greve ser levado adiante, devido a politica de cotas que deve ser implementada em breve, a assistência estudantil deverá ser olhada com muito zelo; o REUNI 2 também é um ponto extramente importante de ser debatido, pois gera muitos impactos para a Universidade; a implementação do campus Glória também deve ser acompanhada de perto... entre tantas outras lutas a ser tocadas na universidade.

Sendo assim, nós, do Coletivo Vamos à Luta , queremos aqui colocar nossa posição acerca das eleições para o DCE da UFU. Acreditamos na importância de estar presente junto aos estudantes pela melhoria de nossa Universidade. Para isso, precisamos de um programa politico que não seja subordinado a reitoria, ao Governo Federal. Precisamos de uma gestão ampla que consiga chegar a todos os estudantes, à base, que busque entender o problema concreto, o problema do cotidiano do estudante, e possa solucioná-lo. Temos que ser comunicativos e tornar a informação o maior bem feito pelo DCE. Para isso, chamamos os coletivos que compõe nacionalmente o campo da Oposição de Esquerda a Direção majoritária da UNE, bem como tod@s @s lutador@s que querem uma Universidade com mais investimentos, pública, gratuita e de qualidade que atenda as necessidades dos estudantes, técnicos e professores para compor uma chapa ampla para gestão do DCE em 2013. Por isso lhe fazemos esse convite pela construção de um movimento estudantil forte e indignado, que busque a unidade fraterna entre os lutadores baseados acima de tudo em um programa politico e no impacto de nossas ações!




terça-feira, 25 de setembro de 2012

Consulta eleitoral UFU 2012



No primeiro turno, apoiamos a chapa “Todas as Vozes”, com a professora Rosuita Fratari para reitoria e o professor Mauro como Vice. Acreditamos na construção da candidatura e no quanto ela foi importante para apresentar outro modelo de Universidade. Esta plataforma trazia propostas para uma Universidade realmente pública.

Neste segundo turno entre o atual reitor Alfredo Júlio, e o ex-vice-reitor da UFU (gestão 2004 – 2008) Elmiro Rezende, para além de continuarmos construindo a Campanha “#ForaAlfredo”, cabe salientar alguns aspectos de ambas as candidaturas e seus programas. Neste sentido, elencamos abaixo algumas ponderações acerca tanto do que foi a gestão 2008 – 2012, quanto do histórico que o candidato Elmiro nos traz. Além de pontuarmos algumas das propostas de ambos os programas.
Após 4 anos da Gestão 100% UFU, composta pelo reitor Alfredo e seu vice Darizon, muitas mudanças ocorreram na Universidade, algumas se caracterizam enquanto avanços, dentre outras que são concretamente retrocessos gigantes na democracia da UFU. Para pontuar os “avanços” faz-se necessário regastar o início da gestão, em 2008.

Na gestão anterior à do Alfredo, composta pelo Professor Arquimedes como reitor e o atual candidato a reitoria, Elmiro como vice, o REUNI foi aprovado, ainda no fim de 2007. Com a implantação do REUNI, uma verba foi destinada à nossa universidade com vistas à sua expansão. É graças a essa verba que novos blocos foram construídos. Com a destinação dessa verba, ficou então, a cargo da reitoria que assumiu a gestão da Universidade administrá-la. Logo, os avanços caracterizados na construção de prédios novos, muitos deles ainda não finalizados, nos mostram que a atual administração não fez nada além do que a própria função que uma administração superior deva cumprir. Estas construções são utilizadas como campanha eleitoral para deixar no plano de fundo o verdadeiro posicionamento político dos administradores Alfredo e Darizon.

Estes posicionamentos não são a favor da comunidade acadêmica, da democracia na Universidade, mas sim em prol de uma pequena parte da comunidade que apoia suas práticas políticas. Para além da falta de diálogo com a comunidade da UFU, esta gestão se caracteriza pela perseguição às pessoas/grupos que são oposição à gestão, além de não cumprir diversas propostas que foram feitas ainda no momento da campanha eleitoral, sendo estas essenciais para a permanência estudantil, como por exemplo, a criação do ônibus intercampi. Vale relembrar ainda a contribuição da atual reitoria no processo jurídico de 11 estudantes, pela ocupação da reitoria em 2010 contra o fim da utilização dos Centros de Convivência para fins culturais. Neste sentido, administrar a Universidade é um dever de qualquer gestão que assumi-la, porém ser democrática e construir uma universidade pública de fato, são escolhas que a gestão do Alfredo não fez. Por estes e outros motivos, somos contrários a reeleição deste grupo, que hoje se caracteriza na Chapa “UFU sem fronteiras”.

Já a candidatura do professor Elmiro nos traz algumas outras reflexões. Elmiro Rezende foi vice-reitor da gestão 2004 – 2008. Gestão essa que em 2007, conforme já dito, aprovou o Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) em um conselho feito às escondidas no campus Umuarama. Um conselho no qual os conselheiros discentes não foram convocados, nem mesmo as entidades representativas dos Estudantes, e dos professores. Enquanto estes estudantes se reuniam na porta da reitoria e protestavam contra o REUNI junto à figura do então reitor Arquimedes Diógenes Ciloni, o então vice reitor, Elmiro Rezende, convocou os representantes do conselho favoráveis à aprovação do referido projeto, e de modo ilegítimo aprovou o REUNI.

É importante ressaltar que grande parte da então gestão do candidato Elmiro, fragmentou-se ainda em 2008, na candidatura do Professor Antônio de Almeida à reitoria, e em 2012 se unificaram em torno da candidatura do Professor Elmiro e da Professora Rosuíta. A crítica feita pelo grupo que se unificou em torno da candidatura da Professora Rosuíta é a mesma apontada por nós: a falta de um diálogo francamente democrático e coletivo, e o desejo de construir uma universidade totalmente pública, gratuita e de qualidade.

Ao analisarmos o programa apresentado pela chapa do professor Elmiro, ele aponta que o REUNI é bem vindo, sem fazer nenhuma crítica ao mesmo. Em nosso entendimento, a universidade deve ser universalizada, porém não a partir de políticas como o REUNI, que aumenta o número de vagas sem o devido financiamento, caracterizando uma enorme deficiência orçamentária para as universidades, acarretando em perda de qualidade do ensino, pesquisa e extensão, e também das condições de trabalho dos servidores e professores da UFU.

Referente às propostas para o ensino, divergimos completamente da visão de “ampliar, valorizar e consolidar o ensino a distância”. Em nosso entendimento, educação não é fast-food, e o ensino a distância não possibilita uma formação de fato, sendo apenas uma formação rápida de mão de obra.Contudo, concordamos com alguns pontos do programa ao passo que ele aponta que a UFU sofreu na atual gestão, uma quebra de compromissos e valores, principalmente no que diz respeito a função social da universidade, como citado no início desta carta. Concordamos com as diretrizes de gestão – democracia, diálogo, combate a alienação, assistência estudantil, dentre outros – contudo, há que se pontuar, que dialogar, ser democrático, não é o simples fato de conversar e ouvir as reivindicações, mas de fato se propor e ter vontade política para cumprir as questões, dando de fato respaldo para as entidades e movimentos sociais.

No que tange a assistência estudantil, existem propostas que acreditamos serem importantes: ônibus intercampi gratuito, ampliação e construção de RUs e o seu funcionamento nos finais de semana, e o esporte, enquanto qualidade de vida. Outra proposta, que concordamos - apesar de acreditarmos que ela poderia avançar mais - é o auxílio creche, na forma de bolsa. Em nosso entendimento, uma creche universitária deve ser construída, garantindo não somente a assistência estudantil aos estudantes que são pais e mães, mas cumprindo também uma função pedagógica para diferentes cursos, tais como pedagogia, nutrição, enfermagem, medicina, educação física, psicologia entre vários outros.

O ultimo ponto que achamos interessante colocar, é referente a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada pelo governo federal no intuito de privatizar parte dos serviços do hospital. Na carta programa, está explícito que o grupo é contrário à contratação da EBSERH, contudo não foi essa posição que encontramos nos debates. Quando questionado, Elmiro afirmou que a contratação ou não da empresa seria balizada na opinião da comunidade do hospital universitário, contudo, os técnicos-administrativos, os estudantes, e também a Adufu já se posicionaram contrários à contratação. Portanto no nosso entendimento a posição do grupo não está clara quanto a este ponto.

Finalizamos esta carta, convocando tod@s os estudantes da UFU a nos dias 26 e 27, dizerem #foraalfredo, com vistas a uma Universidade, que mesmo que não contemple todos os nossos anseios e perspectivas, ao menos avance rumo à uma gestão democrática.

Coletivo Vamos à Luta Uberlândia

sexta-feira, 6 de julho de 2012

NOVO AUMENTO DO BANDEJÃO DA UFMG: R.U. MAIS CARO DO BRASIL!

Mais uma vez, a universidade fechada e para poucos do Brasil, mais conhecida como UFMG, anunciou novo aumento nas refeições do restaurante universitário. Vergonhosamente, em um contexto de greves e mobilizações de docentes, estudantes e técnico-administrativos, a reitoria e a fundação de assistência estudantil (FUMP) aprovaram na última reunião do conselho universitário, realizada no dia 03/07, a seguinte tabela de preços:

- o nível I de carência terá refeição gratuita (anteriormente a refeição de todos os níveis era de R$ 0,75);
- os níveis II e III pagarão R$ 1,00;
- o novo nível IV pagará 2,90;
- os demais estudantes não-classificados pela fundação pagarão R$ 4,15;
- comunidade externa pagará R$ 8,50;

Para ter uma ideia, o número de estudantes considerados carentes (nível I, II e III) pela FUMP no ano de 2011 foi de 4.732 em um universo de 49.254 estudantes da universidade. O número de estudantes carentes de nível I que terão acesso gratuito ao restaurante, pelos dados da fundação do ano passado, será por volta de 2.600. Não alongar muito nesses dados, mas isso representa pouco mais de 5% dos estudantes da UFMG que não pagarão pelas suas refeições, outros 4% pagarão R$ 1,00. Não sabemos ainda quantos estudantes serão classificados como nível IV, mas pelos números de estudantes considerados carentes até então pela FUMP, esse número não será expressivo. Dessa forma, é possível que mais de 80% dos estudantes paguem R$ 4,15 por uma refeição no restaurante universitário.


A argumentação do aumento foi construída em cima planilhas orçamentárias, dados, estatísticas, isto é, assentou-se no discurso burocratizado do melhor gerenciamento do restaurante. Ora, como os outros restaurantes universitários de outras universidades se mantêm? Seria uma realidade tão especial a da UFMG para aumentar a refeição para R$ 4,15? O que não se percebe, ou que se opta por não perceber, é que os restaurantes universitários estão inseridos nas políticas de assistência e permanência estudantis, que inclusive têm recursos federais específicos para esse fim.


Temos a certeza de que a grande maioria dos estudantes desconhece esse aumento, no mínimo, escandaloso. A universidade está em greve e também praticamente entrou de férias (para os professores que decidiram entrar de greve somente após o fim de semestre).


O movimento estudantil, dos professores e técnico-administrativos realizaram uma importante manifestação no dia em que foi aprovado os novos aumentos, mas ainda foi insuficiente para barrá-los.


Nas próximas semanas temos que acumular forças, denunciar os aumentos, esclarecer os estudantes (mesmo que pela internet) para que a palavra de ordem escrita em vários cartazes da manifestação se concretize: R$ 4,15 não passará! (na verdade, nos cartazes estava escrito “R$3,80 não passará!”, segundo a FUMP, por um erro de cálculo, a proposta do novo valor das refeições foi de R$ 3,80 para R$ 4,15...absurdo, não?!).

Rodrigo dos Santos Crepalde – Doutorando em Educação.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

PROFESSORES E ESTUDANTES DA UFOP TOMAM AS RUAS DE OURO PRETO!



No dia 17 de maio, mais de 1000 estudantes e professores da UFOP tomaram as ruas do Centro Histórico de Ouro Preto em defesa da educação pública de qualidade. A manifestação faz parte do calendário de mobilização da greve dos docentes. No ato, na voz dos indignados ecoavam palavras de ordem como: ”“Dilma não me enrola, os 10% tem que ser agora”, “É ou não é, piada de salão, tem dinheiro para empreiteiro mas não tem pra educação.” “Da Copa, Da Copa, Da Copa eu abro mão, eu quero 10% do PIB pra educação”.


Desde o ínicio da implantação do REUNI em 2008 a UFOP passa por inúmero dificuldades, salas de aulas lotadas, déficit de professores, professores efetivos contratados como temporários, obras atrasadas, fechamento do bandejão do centro, e por ai vai. E a situação tem se agravado, com o corte de mais de 5 bilhões da educação nos últimos 2 anos. 


A onda nacional de mobilizações, com greves de docentes deflagradas em dezenas de universidades faz parte do processo em curso ligado a crise econômica e política pela qual o mundo passa, e por isso abre possibilidades e contradições: de um lado os grandes capitalistas querem fazer com que os trabalhadores paguem por sua crise e de outro os trabalhadores se levantam em todo mundo para questionar o regime político e o sistema. 


No Brasil não é diferente. Por isso o governo Dilma cortou 55 bilhões de reais do orçamento em 2012, sendo 1,9 bilhão só da Educação. Enquanto isso, "Cachoeiras" rolam abaixo no Congresso Nacional, levando Demóstenes e outros, e milhões de reais que são desviados pela corrupção. Para os trabalhadores é ajuste e congelamento dos salários. A saída são as lutas e greves dos trabalhadores para derrotar os projetos do governo.


Enquanto o ANDES (Sindicato dos Professores) fazem lutas nas Universidades, a direção majoritária da UNE (União Nacional dos Estudantes) faz jornadas de lutas e caravanas de fachada, que não enfrentam o governo que ano após ano corta verba da Educação. Defendem o Reuni e os demais projetos do governo federal que precarizam a Universidade Pública. Ano passado ao invés de estarem ao lado da aguerrida greve da Fasubra e da ocupações de reitorias em diversas Universidades, estavam ao lado de Dilma apertando sua mão. Eles estão do lado do governo e não dos estudantes, técnico-administrativos e professores em luta. 


Infelizmente o DCE da UFOP, encontra-se sem uma gestão definitiva, apenas uma comissão gestora, dificultando a plena organização dos estudantes . É necessário organizar o movimento estudantil e defender uma pauta de reinvidicações dos estudantes para construir a luta ao lados dos professores em greve. Unificar nacionalmente todos as mobilização de estudantes, professores e servidores!



Por: Danilo Bianchi – Diretor da UEE/MG pelo COLETIVO VAMOS À LUTA

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Essa greve também é nossa!



Essa semana na UFU vivenciamos momentos históricos pela luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade. Acompanhando o calendário proposto pelo ANDES, na terça-feira dia 15 de maio, foi realizada pela ADUFU uma assembléia dos professores para deflagração do indicativo de greve dos decentes para o dia 17 de maio. A assembléia contou com cerca de 178 professores - número expressivo em comparação com as assembléias anteriores. Na assembléia desta terça-feira, foi colocada a posição de alguns institutos e faculdades onde aconteceram assembléias / reuniões de unidades, em que a maioria votou pelo apoio e adesão a greve, sendo que alguns institutos ainda estão se reunindo para deliberar sobre o assunto. Com 160 votos, foi aprovada a greve, com as pautas propostas e discutidas na assembléia anterior, e como pauta principal da greve a luta pela reestruturação da carreira dos docentes das IFES (mais informações sobre as pautas da greve em:  http://www.adufu.org.br/ e http://terra.andes.org.br/blog/capa.html). A assembléia estava lotada. Além do professores, havia também um número considerável de servidores. Porém, o que mais chamou a atenção na assembléia foi a quantidade de discentes, em grande número, lotando o auditório onde acontecia a assembléia, afim de demonstrar seu apoio a pauta dos professores, por entenderem que essa luta é uma luta de todos em prol de melhorias na educação tão precarizada e esquecida pelo governo federal. Neste momento são quase 40 IFES já em greve, ou com data marcada para o início da mesma ainda esse mês.
Na quarta-feira foi realizada a assembléia geral dos estudantes afim de que os mesmos se posicionassem em relação a greve dos professores. Foi uma assembléia lotada, com mais de 560 estudantes – com assinatura em lista de presença, uma vez que dado o grande número de presentes, inviabilizou a assinatura de todos os presentes. O mais importante porém, é que, no ponto dos informes, os CA’s; DA’s  e representantes de cursos, puderam transmitir a posição dos estudantes dos diversos cursos representados, nos quais, mais uma vez, a maioria declarou apoio a greve. Após a rodada de informes, votou-se o apoio dos estudantes da UFU a greve dos professores, sendo que houve apenas 13 votos contrários ao apoio a greve, em relação ao total de presentes na assembléia. Após a votação, debatemos como será nosso apoio a greve, e em meio a diversas propostas muito convergentes, conseguimos chegar a uma proposta que após a votação unânime do plenário, deliberou pela paralisação estudantil no dia 23 de maio, com indicativo de greve para o dia 25 de maio. Neste mesmo dia 25, em Assembléia a ser realizada as 17 horas no Centro de Convivência do campus Santa Mônica, votaremos a deflagração – ou não – da Greve Estudantil. Neste mesma assembléia, outros pontos de pauta serão debatidos, a saber, a democratização dos espaços da universidade; o posicionamento contrário a adesão da EBSERH; em favor da reestruturação da função dos estagiários; pelo direito a paralisação e greve dos mesmos; por uma maior acessibilidade aos estudantes com deficiência; pela implantação das cotas raciais e sociais no acesso a Universidade; pela ampliação das políticas de assistência estudantil; entre outras pautas que serão melhor sistematizadas antes da assembléia da próxima quarta-feira. Deliberou-se também nesta assembléia, que até o dia 23 de Maio, é tarefa dos CA’s e DA’s de todos os cursos, promoverem assembléias em seus cursos que todos os estudantes possam se posicionar e para que seja melhor esclarecido este momento de mobilização que permeia nossa universidade, no intuito de que todos possam estar a par de todos os informes sobre a greve. Pudemos ver na assembléia desta última quarta-feira, que os estudantes apóiam e entendem que é importante estar do lado dos professores nesta mobilização, uma vez que a pauta em favor da educação brasileira é de todos aqueles que compõe a Universidade.
Temos ainda a possibilidade de greve dos servidores para o final desse mês - caso a negociação com o governo não vá a adiante – há uma assembléia já marcada para o dia com a pauta de discussão do indicativo de greve da categoria.


Entendemos a importância desde momento vivido não só na UFU, mas em quase todas as IFES do Brasil, enquanto um momento importante para mostrarmos como o governo federal deixa de lado a educação, promovendo mais uma vez corte nas verbas destinadas a educação, precarizando cada vez mais a educação pública do nosso país. Assim, é de suma importância que todos os segmentos da Universidade se unifiquem afim de demonstrar a insatisfação frente aos frontais ataques desferidos as nossas instituições e a educação como um todo e que juntos lutemos por reais melhorias na educação pública brasileira. 

Vamos à  Luta!